Linguagem e existência
Linguagem e existência O que o existencialismo, ao radicar a vida humana na concretude, no projeto temporal e os óbices que se antolham, reinvidicava era, no início, a contradição entre a necessidade de sentido e a natureza absconsa da existência. Para Camus, revela-se como absurdo: a contradição entre o anseio de unidade entre a transparência da razão e a indiferença do universo. No poema Traduzir-se, afirma Ferreira Gullar: “Uma parte de mim, é só vertigem Outra parte, linguagem” No poema, o poeta traça o conflito que marca o artista, vogando entre o sentido e o não sentido, entre o que se esvaí no sensível e a urgência em traduzir em palavras. A obscuridade do eu, aquilo que em cada um é cultura e aquilo que escapa ao cognoscível culturalmente determinado porque não apreendido em linguagem, na urgência de compreensão, rente às questões que toda existência que se desgarrou dos estereótipos enfrenta. Entre a vertigem do não sentido e a necessidade de linguagem, inscreve-s...