A rota dos pássaros

 

Os pássaros espaventados dos sonhos manchavam de breu as luminárias

Quando a luz que demora a crescer e, ao luzir, oscila,

na alma amadurece

 

A incerta e intranquila paisagem

Ali mesmo onde qualquer ser poroso ou que tanto confrontou

tergiversa o que assoma evanescente

Poderia invocar a solidão das paredes pejadas de cores inexistentes

E as frestas onde cresce o desespero animal

Uma coruja esgarçada em canto

Um agudo, pontiagudo canto

em cuja memória um fruto nascituro

nos carcomidos vitrais da ausência

 

nos látegos da chuva  

uma morna espera

uma maneira difícil, distante

de cantar

LEGN


Noite na Baía de Todos os Santos

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